domingo, 11 de dezembro de 2011

Rodando pela Web: Home Chefs

Nesta nova coluna iremos rodar a web em busca de coisas interessantes e pitorescas relacionadas à gastronomia, design e decoração. Não importa onde esteja, se o fato é criativo, interessante ou até mesmo curioso, traremos especialmente para você aqui no blog. Você gosta de cozinhar, descobrir novos sabores, comer bem e compartilhar o que é bom com quem gosta? O problema é que os ingredientes diferentes, aqueles que nos tiram da rotina, nem sempre são fáceis de encontrar ou só estão disponíveis em quantidades muito maiores do que você precisa (o que às vezes também os torna muito caros). Receitas maravilhosas especiais, dignas de um dedicado chef, feitas na cozinha de casa. Esta é a proposta do Home Chefs, que comercializa kits gastronômicos para o preparo de seis diferentes pratos. Os kits são compostos por especiarias, grãos, ingredientes não-perecíveis e temperos exóticos, tudo na quantia exata da receita, além de um passo a passo detalhado para o preparo do prato e uma lista de compras de ingredientes frescos.


Os chefs caseiros podem optar pelos kits Arroz tailandês no abacaxi, Frango à indiana, Jambalaya (delicioso prato típico de Nova Orleans), Vegetais com especiarias e quinoa orgânica, Hossomaki (sushi) ou Camarões com espumante. Cada kit vem com a quantidade exata de ingredientes para o preparo do prato, em embalagens personalizadas, e serve de quatro a oito pessoas (dependendo do kit). Com os Kits Gastronômicos Home Chefs, os “cozinheiros de plantão” conseguem preparar pratos deliciosos, com riqueza de ingredientes e sabores, mesmo sem ter a experiência ou prática de chefs de cozinha. Clique aqui e conheça essa divertida experiência.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Especial de natal: o panettone

É normal que durante todo o ano o panettone (é correto também escrever panetone) passe despercebido entre nós, porém algumas semanas que antecedem o Natal ele surge para ser lembrado, desejado, degustado, tornando-se um dos alimentos natalinos mais consumidos. Uma deliciosa receita de origem italiana bastante conhecida no Brasil, o panettone teve sua origem em uma história de amor no século XV. Conta a história mais famosa sobre a criação desta delícia, que um jovem chamado Ughetto, morador da cidade de Milão, localizada ao norte da Itália, se apaixonou pela jovem Adalgisa, filha de um padeiro. Buscando uma maneira de impressionar o pai da moça, que não aceitava o namoro, ele se disfarçou de ajudante de padeiro e criou um pão doce naturalmente fermentado e com frutas, de extrema delicadeza e sabor especial. O pão tornou-se destaque na padaria pelo seu tamanho incomum para a época e por apresentar, no seu ápice, a figura moldada de uma cúpula de igreja. O jovem criador desta deliciosa receita, hoje apreciada por pessoas de diversos países, atribuiu à autoria da receita a Toni, o pai da moça. O movimento da padaria cresceu significativamente e os clientes pediam pelo “pane-di-Toni” (pão do Toni, em português). O nome deste pão doce sofreu algumas modificações, até ser denominado como atualmente: panettone.


Não se sabe se esta lenda é verídica ou não, no entanto, a autêntica receita do panettone aprimorou-se pelos séculos, através de novas técnicas de preparação e melhoria das matérias primas utilizadas, e alastrou-se para os demais países do mundo. Nos últimos anos os panettones tradicionais vêm dividindo espaço nas mesas com as versões recheadas com mousse de chocolate preto e branco, gotas de chocolate, floresta-negra, sorvete e as duas últimas invenções, doce de leite e goiabada.


Obs.: Outra história diz que o panettone foi inventado pelo mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti, primeiro duque de Milão, que preparou a iguaria para uma festa em 1395.

Você sabia?
Devido ao seu típico formato o panettone ganhou o apelido de “Doce da Catedral de Milão”, cidade onde foi confeccionado pela primeira vez.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Cozinha tecnológica: imã de gordura

Hoje em dia, existem milhares de utensílios de cozinha para qualquer tipo de uso. Alguns são considerados indispensáveis nas cozinhas mais modernas, outros um “mimo” que facilita na preparação das refeições. Entre os mais variados gadgets de uso gastronômico, um chama a atenção. E atende pelo nome de “imã de gordura”. Não é brincadeira. O Fat Magnet promete atrair e absorver toda gordura da superfície de líquidos como molhos, sopas, guisados entre outros. O funcionamento é bem simples, basta colocá-lo no congelador por alguns minutos até que sua superfície de alumínio fique bem gelada, em seguida passá-lo por toda a superfície do líquido em questão. O apetrecho custa míseros US$ 12.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Delícias do mundo: Mozzarella in Carrozza

O clássico sanduíche italiano "mozzarella in carrozza", que literalmente significa “mozarela em uma carroça”, é uma refeição vegetariana rápida e super deliciosa. Esta receita surgiu na Campânia, região sul da Itália, próxima a cidade de Nápoles, e tornou-se um prato do dia a dia em todas as cozinhas italianas. Tomates secos picados e folhas de manjericão fresco realçam o sabor do queijo, que se derrete durante o cozimento, no meio do pão, embebido em uma mistura de ovo e leite. A receita rende até 4 porções.



Ingredientes
Sanduíche 
- 8 fatias de pão branco com 1 centímetro de espessura, cerca de 325 g ao todo 
- 170 g de queijo mozarela ralado 
- 85 g de tomates secos em conserva, bem escorridos e grosseiramente picados 
- 16 folhas grandes e frescas de manjericão 
- 150 ml de leite semi-desnatado 
- 2 ovos grandes batidos 
- 1 colher de sopa de azeite extravirgem 
- Sal e pimenta-do-reino a gosto 

Modo de preparo
1 - Disponha quatro fatias de pão em uma tábua. Distribua o queijo mozarela por igual sobre as fatias. Espalhe os tomates secos sobre o queijo e depois ponha as folhas de manjericão em cima dos tomates. Coloque as 4 fatias restantes de pão em cima e pressione com firmeza. 
2 - Despeje o leite em uma tigela rasa. Acrescente os ovos e tempere com sal e pimenta a gosto. Misture tudo devagar. Disponha os sanduíches em uma tigela, um de cada vez. Ponha colheradas da mistura de leite e ovos por cima para que o pão fique bem molhado de ambos os lados. 
3 - Unte ligeiramente uma frigideira de ferro para grelhar ou uma grelha com ½ colher de chá de azeite. Aqueça a frigideira em fogo médio. Ponha dois dos sanduíches na frigideira e cozinhe por 1 a 2 minutos de cada lado, virando cuidadosamente com duas espátulas para manter os sanduíches unidos, até ficarem dourados e crocantes. 
4 - Retire os sanduíches da panela e mantenha-os quentes enquanto cozinha os outros dois, usando a ½ colher de chá de azeite restante. Corte os sanduíches ao meio e sirva quente. 

Dica
Para acompanhar, faça uma salada de tomate com laranja. 
Salada de tomate e laranja 
Ingredientes
- 2 laranjas 
- 6 tomates fatiados 
- 1 colher de chá de vinagre balsâmico 
- 1 dente de alho amassado 
- 30 g de azeitonas pretas cortadas ao meio 

Modo de preparo
1 - Primeiro faça a salada. Descasque e parta as laranjas. Faça isso sobre uma tigela para guardar todo o suco que escorrer. Arrume as fatias de tomate e laranja, ligeiramente sobrepostas, em um prato raso. Acrescente vinagre, alho e sal e pimenta a gosto ao suco de laranja e misture. Espalhe esse molho sobre a salada. Jogue algumas azeitonas por cima.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A origem dos alimentos: alho

O alho é um dos mais versáteis sabores da culinária, um condimento que seduz muitas pessoas, mas que também, provoca um mal estar em seus consumidores por causa do seu cheiro forte. Muito utilizado na cozinha brasileira e indispensável na culinária provençal, o alho seduz não somente pelo seu marcante sabor e aroma, como pelo seu poder na cura de alguns males que afetam a nossa saúde. Combate à gripe, possui efeitos benéficos para o coração e circulação sanguínea, e segunda lendas, o mau-olhado e até vampiro. O alho, cientificamente conhecido como Allium Sativum, da família Liliaceae (a mesma da cebola e da cebolinha), é uma planta assexuada que se propaga através do plantio dos bulbilhos ou dentes. Caracteriza-se por um bulbo arredondado, conhecido como cabeça, composto por 10 a 12 dentes, envoltos por uma casca, que pode ser branca, rosada ou roxa.


As origens do alho remontam a cerca de 6.000 anos, ou até mais. Na verdade, há imprecisão e controvérsias na definição de sua origem, que pode ter sido a Europa mediterrânea ou o continente asiático. A maioria dos estudos indica a Ásia como local de origem do alho. Julga-se que tenha surgido no deserto da Sibéria, e levado para o Egito por tribos asiáticas nômades, dali tenha seguido para o extremo oriente através das rotas do comércio com a Índia, e depois tenha chegado à Europa. Para todas as culturas, seja a indiana, a egípcia, a grega, a hebraica, a russa ou a chinesa, o alho era um elemento quase tão importante quanto o sal. O que ditou a diferença de importância foi sua rejeição pelas classes mais altas, em razão do odor da planta. Mais tarde, continuaria rejeitado pela aristocracia e, em alguns casos, pelo clero, o que fazia deste vegetal um indicador de classe social. Era entusiasticamente apreciado como alimento e medicamento pelas massas, o que fez com que o escritor francês Raspail o apelidasse de “cânfora dos pobres”, esnobismo que se provaria equivocado ao longo do tempo. A despeito do preconceito advindo das classes dominantes, a importância e a representatividade do alho na história da humanidade são indiscutíveis. No antigo Egito, 7 kg de alho eram suficientes para comprar um escravo e, até meados do século XVIII, os siberianos pagavam os seus impostos em alho. Alho e cebola eram ingredientes essenciais na dieta de escravos e operários para que não adoecessem, não tendo faltado, por exemplo, na dos construtores das pirâmides. Dizem que o alho chegou ao Brasil junto com as caravelas de Cabral. A resistente hortaliça seria parte do magro cardápio consumido pelas tripulações. Mas, uma vez no país, levou cinco séculos para sair do fundo dos quintais, onde era cultivado em pequenas quantidades como tempero e ingrediente de remédios caseiros, para enfim virar uma cultura capaz de gerar riqueza no campo.



Dicas
1. Como Comprar: As cabeças de alho devem ser redondas, firmes, cheias, e com a parte exterior intacta e sem manchas. Os dentes devem ser firmes, graúdos e unidos. Evite comprar cabeças de alho cujos dentes estejam soltos, moles e murchos. 
2. Como armazenar: Embora sejam decorativas e bonitas, as réstias de alho não devem permanecer por muito tempo penduradas na cozinha, pois correm o risco de secar sobrando apenas cascas. Guarde o alho em lugar fresco, seco e levemente arejado. Se for mantido em lugares úmidos e quentes, vai mofar rapidamente e murchar. Uma boa maneira de armazenar uma cabeça de alho inteira é colocá-la em um recipiente de cerâmica com orifícios para a ventilação. Desde que tomados os devidos cuidados na compra, é possível armazená-lo por até um mês. 
3. Como utilizar: O aroma do alho é um dos mais excitantes da cozinha, mas se for cozinhado de forma errada, pode estragar um prato. O erro mais comum é cozinhar o alho em fogo alto, pois ele queima rapidamente e seu gosto torna-se amargo. Para dar um sabor mais suave nas preparações que irão ao forno, corte um dente de alho ao meio e esfregue na parte interna da assadeira. 
4. Para não ficar com cheiro de alho: Para evitar que o cheiro de alho fique nas mãos, algumas pessoas esfregam elas no sal, no limão ou na salsa. Dizem que esfregar as mãos nas costas de uma colher de metal também adianta, mas existe um utensílio de metal, á venda em mercados, que promete tirar o cheiro de alho das mãos e parece funcionar. Também, existem sabonetes que ajudam a tirar o cheiro.



Você sabia? 
Existem diferentes tipos de alho e quase todos diferem em relação a tamanho, cor, forma, sabor, número de dentes por bulbo, acidez e capacidade de armazenamento.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Boteco em casa

Fim de semana chegando. Nada melhor que reunir os amigos em casa. Cervejinha gelada e caipirinha à vontade. E o principal: comida de boteco. Difícil? Nem pensar. Prepare alguns quitutes de botecos para você servir em casa, abrir o apetite antes da refeição principal e saborear com os amigos como se estivesse na mesa do bar.

Sardinha à Miguel Couto (bar Pirajá)
Ingredientes:
- 400g de sardinha (3 filés inteiros), aumente a quantidade se quiser mais filés
- Suco de dois limões-Taiti
- 50g de farinha de trigo (ou o suficiente para empanar os filés)
- 100g (aproximadamente 1 xícara) de farinha panko (farinha típica da culinária japonesa, parecida com a de rosca. É vendida em alguns supermercados e lojas de produtos orientais.)
- 2 ovos
- Sal a gosto

Modo de preparo:
1. Limpe os filés.
2. Tempere-os com sal e o suco de limão.
3. Empane com farinha de trigo, ovos e farinha panko.
4. Frite em óleo quente.


Bolinho de mandioca
Ingredientes:
- 1/2 quilo de aipim (também conhecido como mandioca ou macaxeira)
- 1 ovo grande - 1/2 colher de café de noz moscada em pó
- 1/2 xícara de queijo ralado
- Aproximadamente 1 xícara de farinha de trigo
- Recheio a sua escolha

Modo de preparo:
1. Comece cozinhando o aipim até que ele fique bem macio. Quando estiver a ponto de desmanchar, amasse bem até que forme um purê. Deixe esfriar um pouco.
2. Com o purê mais frio, misture o ovo, o queijo ralado e a noz moscada, até formar uma massa homogênea. Por causa da liga do aipim, não é necessário utilizar farinha na massa, somente no momento de empanar.
3. Caso deseje rechear, siga a orientação da foto abaixo. O recheio pode ser da sua escolha, carne moída, carne seca, queijo ou calabresa. Empane na farinha e frite em óleo bem quente até que fique completamente dourado por fora.


Sanduíche rabanado de rosbife (bar Original)
Ingredientes:
- 2 fatias de pão de miga
- 20 fatias bem finas de rosbife (dica: o rosbife caseiro da Estalagem em Moema é excepcional)
- 3 fatias de tomate
- 5 fatias de mussarela
- 1 ovo
- Leite para empanar
- Parmesão ralado

Modo de preparo:
1. Sobre uma fatia de pão de miga distribua o tomate, o rosbife e finalize colocando as fatias de queijo dobradas ao meio.
2. Em uma tigela bata o ovo com um pouco de leite e passe o sanduíche inteiro montado como se fosse uma rabanada.
3. Com o sanduíche molhado, passe-o em uma travessa com o parmesão ralado até grudar queijo por toda a parte de fora.
4. Em uma frigideira, em fogo médio, coloque o sanduíche e deixe por 10 minutos de cada lado até dourar.


Pastel de costelinha (bar Veríssimo)
Ingredientes:
- 500 gramas de costela de vaca
- Sal grosso a gosto
- 200 gramas de requeijão nordestino, que pode ser encontrado em bons supermercados (se não achar, pode usar requeijão culinário. Neste caso, não use o creme de leite)
- 200 ml de creme de leite fresco (é importante que seja do fresco, não de caixinha)
- 500 gramas de massa de pastel pronta
- 2 colheres de sopa de salsinha picada
- 2 colheres de sopa de azeite
- Pimenta do reino a gosto

Modo de fazer:
1. Comece preparando a costelinha. Retire o excesso de gordura da carne. Tempere com sal grosso. Embrulhe a costela em papel filme, e depois embrulhe em papel alumínio. Leve ao fogo baixíssimo por 12 horas. A carne tem que ficar desmanchando de tão macia.
2. Retire a carne do forno e espere esfriar. Corte em tiras bem finas. Não retire toda a gordura, pois a carne pode ressecar. Reserve.
3. Coloque o creme de leite em uma tigela. Acrescente o queijo.
4. Misture bem para ficar cremoso. Acrescente uma das colheres do azeite. Misture bem. Coloque pimenta do reino a gosto (sugestão: use meia colher de chá de pimenta). O creme tem de ficar com uma consistência de pasta.
5. Coloque o creme em um saco de confeiteiro. Reserve.
6. Coloque a costela fatiada em outra tigela. Acrescente salsa e pimenta do reino (mais ou menos meia colher de chá). Acrescente a outra colher de azeite. Misture.
7. Abra a massa. Distribua a carne pela massa de modo que forme seis montinhos com o mesmo espaço entre eles. Borrife um pouco de água, para umidificar a massa.
8. Distribua faixas de queijo em três dos lados de cada pastel. Deixe um dos lados livre. Cubra a massa e marque com as mãos as divisórias de cada pastel.
9. Agora, use um cortador de massa para marcar os limites entre as bordas de queijo e o recheio central de carne, mas sem recortar totalmente a parte do meio. Recorte e destaque o pastel do restante da massa.
10. Frite os pastéis em óleo bem quente. Frite dos dois lados.
11. Se desejar, sirva com um vinagrete feito com tomate, cebola e pimentão picado, azeite, vinagre (ou limão), sal, pimenta do reino e salsinha picada.


Bom bate-papo e bom apetite!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sabor com Luxo: o caviar da Petrossian

Para alguns abonados que podem pagar centenas de reais por míseras gramas, o caviar é uma iguaria dos deuses. Aliás, poucas iguarias têm tanto apelo no universo gourmet quanto o caviar. Considerada a melhor marca de caviar do mundo, a francesa Petrossian desembarcou no Brasil em 2010 com o propósito de movimentar um mercado ainda pouco explorado no país. Atualmente com filiais em Nova York e Los Angeles, em abril de 2011, a empresa inaugurou sua primeira loja na América do Sul, na cidade de São Paulo. O local escolhido é condizente com um público que pode pagar uma fortuna por poucas gramas de seu caviar: o shopping Cidade Jardim. Na charmosa e aconchegante loja, em posição de destaque, estão expostas verdadeiras jóias comestíveis, cuidadosamente acondicionadas em latinhas azuis, recheadas com as “pérolas negras” retiradas de esturjões brancos, criados em cativeiro no estado americano da Califórnia. Os preços são para quem tem muito dinheiro. R$ 189 a menor porção, de 12 míseros gramas. Com 30 gramas, o valor sobe para mais de R$ 472.


Além de oferecer aos apreciadores as famosas e cobiçadas latinhas azuis de seu caviar, a loja tem um espaço dedicado a degustação. A inovação é uma das preocupações da marca francesa. Depois de lançar o Caviarcube, pequenos dados de caviar concentrado, recentemente trouxe de volta uma das versões mais apreciadas do produto, o caviar prensado, extinto do mercado devido ao alto custo de produção. A loja também oferece peixes defumados (entre os quais o brasileiro pirarucu, um verdadeiro sucesso na Europa), várias versões de foie gras, patês, azeites, temperos, queijos, chás, bolos, chocolates, geléias e biscoitos, além de vodcas e champanhes, companhias perfeitas para degustar um ótimo caviar. No espaço, também há um pequeno restaurante onde é possível degustar um pequeno cardápio que inclui opções como o Club Sandwich com três peixes defumados, saladinhas com patês, três sopas frias e tartare de salmão.


Comandada por Armen Petrossian, a empresa mais do que estampar seu nome nas renomadas latas azuis do produto, zela por todas as etapas de sua fabricação, o que inclui até o modo de consumo. Primeiramente, deve-se comer o caviar puro. É a única maneira de distinguir seu sabor, aroma e textura das ovas do esturjão. A história do caviar Petrossian teve início na década de 1920. Após a revolução russa em 1917, os irmãos armênios Melkoum e Mouchegh Petrossian migraram para a capital francesa, onde viviam os chamados Années Folles. As festas tomavam conta dos salões parisienses, frequentados por aristocratas, burgueses e intelectuais russos, que também fugiam do regime socialista. Os irmãos decidiram então importar o caviar, um produto de luxo tradicional no tempo dos czares, inaugurando posteriormente a primeira loja Petrossian, que desde 1920 mantém o mesmo endereço em Latour-Maubourg, próximo à Esplanade des Invalides. Quase cem anos depois, a experiência faz da empresa a primeira importadora mundial desta iguaria sem igual.


Curiosidade: Atualmente, criadores de esturjão em cativeiro são encontrados no mundo inteiro. Além de países tradicionais como Rússia e Irã, ingressaram neste mercado China, Estados Unidos, Bulgária e até França, que tem seus principais viveiros em Bordeaux, a mesma região dos famosos vinhos.