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domingo, 25 de novembro de 2012

Um ícone natalino

É absolutamente normal que durante todo o ano ele passe despercebido, porém algumas semanas que antecedem o Natal ele surge para ser desejado e degustado, tornando-se um dos alimentos mais consumidos nessa época. O delicioso panetone, depois do Papai-Noel e da Árvore de natal, talvez seja o ícone mais indispensável nas festas natalinas.


Várias lendas tentam explicar a sua origem. Existem várias versões sobre a invenção do tradicional panetone. Uma lenda conta que um jovem chamado Ughetto, morador da cidade de Milão, na Itália, se apaixonou pela jovem filha de um padeiro. Por não possuir o dote necessário e para conquistar a confiança do futuro sogro, ele se disfarçou de ajudante e criou um pão doce recheado com frutas, que se tornou um sucesso de vendas no estabelecimento pelo tamanho incomum e por ter o formato semelhante ao da cúpula de uma igreja. Ele, que não era bobo nem nada, em homenagem ao pai da sua amada (que se chamava Toni) colocou o nome dele no pão, que passou a ser chamado de “pane-di-Toni”, que evoluiu para o “panattón” (vocábulo milanês), e depois para “panettone” (italiano). O padeiro concedeu a mão de sua filha ao esperto aprendiz. Outra história diz que ele foi inventado pelo mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti, primeiro duque de Milão, que preparou a iguaria para uma festa em 1395. Independente das histórias, este ícone natalino é presença garantida em milhões de mesas.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Os lúdicos cupcakes

Eles são cada vez mais presença constante em aniversários, pequenas reuniões, grandes jantares, eventos corporativos e casamentos. Pequeninos, saborosos e delicados, os cupcakes são confeitados com coberturas divertidas e com um tom infantil e lúdico. Ao contrário do que muitos possam pensar esse pequeno e delicioso bolo não tem origem nos Estados Unidos, e sim no Reino Unido, onde são chamados até hoje de Fairy Cakes (bolo das fadas), tradicionalmente um bolinho de baunilha com cobertura de fondant (cobertura doce de textura lisa e consistência dura), presente no clássico e tradicional chá das 5. O termo “Cupcake” foi mencionado pela primeira vez em 1828 no livro Seventy-Five Receipts for Pastry, Cakes, and Sweetmeats de Eliza Leslie. A The Oxford Encyclopedia of Foodand Drink in America explica que o nome tem um duplo sentido, pois a receita do bolo é medida em cups (xícaras) e assada nelas. Isso foi revolucionário por causa da facilidade em medir os ingredientes, que originalmente eram pesados, como era o costume naquela época, e da redução de tempo para assá-los. Em meados de 1900 esses bolos se tornaram populares devido a sua facilidade de cozimento. Em 1996, foi inaugurado na cidade de Nova York o primeiro estabelecimento especializado no delicioso bolinho, que auxiliou na ascensão e popularização da pequena iguaria nos últimos anos.


Originalmente os sabores eram básicos, feitos para crianças. Apesar do bolo original não possuir recheios, hoje em dia se encontram as mais diversas combinações de massas, recheios e coberturas, em apresentações mais lúdicas e modernas. Para adaptar-se ao gosto dos brasileiros o cupcake recebeu recheios deliciosos: trufados; geleias de morango, framboesa, pêssego, kiwi, damasco, maracujá, amora, nozes, castanha de caju, coco fresco ralado, cacau, cupuaçu, goiaba, graviola; creme de baunilha, doce de leite; ganache de limão, chocolate branco e preto, aromatizados com diversos licores.


Confira as receitas originais:
1796
- 1/2 libra de açúcar (aprox. 200g)
- 1/2 libra de manteiga batida com duas libras de farinha
- 1 taça de vinho
- 1 taça de água de rosa
- 2 taças de levedo de cerveja
- 1 noz
- canela
- frutas secas

1828
5 ovos
2 xícaras de melado
2 xícaras de açúcar mascavo peneirado
2 xícaras de manteiga
1 xícara de leite não desnatado
5 xícaras de farinha peneirada
1/2 xícara de cravos e pimenta-da-Jamaica
1/2 xícara de gengibre

domingo, 17 de junho de 2012

Uma delícia chamada Cheesecake

Há mais de uma década o cheesecake, ou em bom português “Bolo de queijo”, começou a ganhar popularidade no Brasil, se tornando uma das sobremesas preferidas de milhões de pessoas. Mas afinal, que criou essa delícia? Segundo relatos históricos ele foi servido pela primeira vez na Grécia antiga durante a realização dos Jogos Olímpicos na Ilha de Delos em 776 a.C. Com a conquista da Grécia pelos romanos, o segredo desta iguaria mudou de mãos. Diz-se que os romanos ofereciam cheesecake aos seus Deuses para acalmá-los. E assim foi se espalhando até chegar aos cadernos de receitas em vários países. O ingrediente essencial do cheesecake é, obviamente, o queijo. Porém, vários são os tipos encontrados em receitas através dos tempos. O queijo cremoso, o queijo Francês Neufchâtel, o cottage e até mesmo a ricota. O mais famoso e mais utilizado nos dias de hoje é o primeiro deles. Esta iguaria começaria a se tornar um símbolo americano ou uma espécie de bolo nacional, ao lado da torta de maçã, em 1872 quando um leiteiro tentando recriar o queijo Neufchâtel acabou chegando ao cream cheese. Mas iria ganhar popularidade somente cem anos depois, nos anos 70, quando se tornou uma das sobremesas mais populares entre os americanos, e principalmente, da cidade de New York. Existem centenas de receitas de cheesecake por aí (até versões light). O que mais impressiona é a variedade de ingredientes que podem ser acrescentados à massa básica de queijo, à sua base crocante (feita de bolacha) e à cobertura, sem que seja descaracterizado o sabor delicioso do queijo.

 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Uma delícia chamada Brigadeiro

Presença onipresente em festinhas infantis, o brigadeiro ganhou nos últimos anos status gourmet. Surgiram diversas receitas baseadas nele, como por exemplo, bolos, biscoitos e sorvetes. Além disso, o doce mais popular do Brasil ganhou novos ingredientes, sabores e impulsionou a inauguração de deliciosas lojas especializadas em sua confecção. Mas afinal, como surgiu esta verdadeira delícia?


O brigadeiro foi criado após a Segunda Guerra Mundial, no Rio Grande do Sul e recebeu o nome inicial de Negrinho. Naquela época, era muito difícil conseguir leite fresco, ovos e outros ingredientes básicos para preparar doces. Foi então que descobriram uma deliciosa e irresistível mistura de leite condensado e chocolate, que resultava em um docinho bem gostoso. Mais tarde, entre os anos de 1946 e 1950, o brigadeiro Eduardo Gomes candidatou-se à presidência da República e, nesta época, seus correligionários organizavam festas para promover sua candidatura. Nas tais festas eram servidos os deliciosos “Negrinhos” para arrecadar fundos para a campanha. Como essas festas eram muito disputadas pela população, os cabos eleitorais logo começaram a chamar os amigos para irem comer o “docinho do Brigadeiro”. Além disso, as mulheres que trabalhavam na campanha, em vez do tradicional “santinho do candidato”, distribuíam o docinho para angariar votos. Apesar de ter feito enorme sucesso por seu irresistível sabor, isso não foi suficiente para que o candidato vencesse as eleições. Quem saiu vitorioso foi o general Eurico Gaspar Dutra, mas o docinho caiu no gosto do povo, que tratou de difundir a deliciosa receita em todos os cantos do país. Com o tempo o nome de brigadeiro acabou sendo dado ao doce. Para enfeitá-lo e deixá-lo mais saboroso, foi inventado o chocolate granulado.


Dica: Para preparar o delicioso doce utilize as espátulas de silicone da francesa Mastrad, que além de possuírem um design ergonômico são resistentes às altas temperaturas. Para conhecer mais sobre os produtos da Mastrad disponíveis no Brasil clique aqui.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A origem da feijoada

Experimente perguntar a qualquer brasileiro se ele gosta de feijoada. Muito provavelmente a resposta será sim, afinal este prato é um dos mais populares e difundidos entre a população, e um ícone do rico universo gastronômico brasileiro. Mas afinal como surgiu a feijoada? Segundo a versão mais difundida, que muitos acreditam não passar de uma lenda folclórica, a feijoada se originou por meio dos costumes dos escravos africanos. Na época da escravidão, os senhores não comiam as partes menos nobres do porco, como orelhas, rabos, pés ou línguas, e davam tais partes aos seus escravos. Como a alimentação deles era baseada apenas em cereais, como milho e feijão, resolveram pegar as partes do porco que eram rejeitadas e juntá-las com o feijão, cozinhando tudo em um mesmo recipiente, além de adicionar água, sal e pimentas diversas. Estava feita a primeira feijoada. Após o final da escravidão, o prato inventado nas senzalas teria conquistado todas as classes sociais, para chegar às mesas de caríssimos restaurantes no século XX.



Porém a maioria dos especialistas rejeita essa versão e diz que o prato, na verdade, foi trazido para o Brasil pelos portugueses. Portanto, o mais provável é que as origens da feijoada são de influências europeias. Alguns crêem que sua origem tem a ver com receitas portuguesas, das regiões da Estremadura do Alto Douro e Trás-dos-Montes, onde feijões de vários tipos, exceto o preto, eram misturados a linguiças, orelhas e pés de porco – conservados na própria banha do animal – e acrescidos de verduras como couve e repolho. E a controvérsia não para por aí. Ainda há aqueles que afirmam que a feijoada foi inspirada em outro prato europeu, como o cassoulet francês, que também leva feijão em seu preparo. Polêmicas à parte, o único fato com que todos concordam é que a adição do feijão-preto ao prato é uma invenção genuinamente brasileira.



Hoje em dia a feijoada, que também leva linguiça, costelinha, carne seca e até bacon, ganhou acompanhamentos como a couve refogada com alho, o arroz branco, a farofa de farinha de mandioca, o molho de pimenta e a laranja fatiada. Acrescente aí porções de torresmo acompanhadas de uma boa caipirinha. A combinação perfeita! Esses incrementos foram tão bem aceitos que a feijoada logo virou símbolo da culinária nacional.




Obs.: Vale lembrar que as receitas tradicionais de feijoada apresentam variações regionais e que, em virtude disso, no nordeste prevalece o uso do feijão-mulatinho nesse prato enquanto a influência carioca impôs no sudeste e no sul a prevalência do feijão preto, constituindo dessa maneira a mais tradicional receita que conhecemos.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A origem dos alimentos: alho

O alho é um dos mais versáteis sabores da culinária, um condimento que seduz muitas pessoas, mas que também, provoca um mal estar em seus consumidores por causa do seu cheiro forte. Muito utilizado na cozinha brasileira e indispensável na culinária provençal, o alho seduz não somente pelo seu marcante sabor e aroma, como pelo seu poder na cura de alguns males que afetam a nossa saúde. Combate à gripe, possui efeitos benéficos para o coração e circulação sanguínea, e segunda lendas, o mau-olhado e até vampiro. O alho, cientificamente conhecido como Allium Sativum, da família Liliaceae (a mesma da cebola e da cebolinha), é uma planta assexuada que se propaga através do plantio dos bulbilhos ou dentes. Caracteriza-se por um bulbo arredondado, conhecido como cabeça, composto por 10 a 12 dentes, envoltos por uma casca, que pode ser branca, rosada ou roxa.


As origens do alho remontam a cerca de 6.000 anos, ou até mais. Na verdade, há imprecisão e controvérsias na definição de sua origem, que pode ter sido a Europa mediterrânea ou o continente asiático. A maioria dos estudos indica a Ásia como local de origem do alho. Julga-se que tenha surgido no deserto da Sibéria, e levado para o Egito por tribos asiáticas nômades, dali tenha seguido para o extremo oriente através das rotas do comércio com a Índia, e depois tenha chegado à Europa. Para todas as culturas, seja a indiana, a egípcia, a grega, a hebraica, a russa ou a chinesa, o alho era um elemento quase tão importante quanto o sal. O que ditou a diferença de importância foi sua rejeição pelas classes mais altas, em razão do odor da planta. Mais tarde, continuaria rejeitado pela aristocracia e, em alguns casos, pelo clero, o que fazia deste vegetal um indicador de classe social. Era entusiasticamente apreciado como alimento e medicamento pelas massas, o que fez com que o escritor francês Raspail o apelidasse de “cânfora dos pobres”, esnobismo que se provaria equivocado ao longo do tempo. A despeito do preconceito advindo das classes dominantes, a importância e a representatividade do alho na história da humanidade são indiscutíveis. No antigo Egito, 7 kg de alho eram suficientes para comprar um escravo e, até meados do século XVIII, os siberianos pagavam os seus impostos em alho. Alho e cebola eram ingredientes essenciais na dieta de escravos e operários para que não adoecessem, não tendo faltado, por exemplo, na dos construtores das pirâmides. Dizem que o alho chegou ao Brasil junto com as caravelas de Cabral. A resistente hortaliça seria parte do magro cardápio consumido pelas tripulações. Mas, uma vez no país, levou cinco séculos para sair do fundo dos quintais, onde era cultivado em pequenas quantidades como tempero e ingrediente de remédios caseiros, para enfim virar uma cultura capaz de gerar riqueza no campo.



Dicas: 
1. Como Comprar: As cabeças de alho devem ser redondas, firmes, cheias, e com a parte exterior intacta e sem manchas. Os dentes devem ser firmes, graúdos e unidos. Evite comprar cabeças de alho cujos dentes estejam soltos, moles e murchos. 
2. Como armazenar: Embora sejam decorativas e bonitas, as réstias de alho não devem permanecer por muito tempo penduradas na cozinha, pois correm o risco de secar sobrando apenas cascas. Guarde o alho em lugar fresco, seco e levemente arejado. Se for mantido em lugares úmidos e quentes, vai mofar rapidamente e murchar. Uma boa maneira de armazenar uma cabeça de alho inteira é colocá-la em um recipiente de cerâmica com orifícios para a ventilação. Desde que tomados os devidos cuidados na compra, é possível armazená-lo por até um mês. 
3. Como utilizar: O aroma do alho é um dos mais excitantes da cozinha, mas se for cozinhado de forma errada, pode estragar um prato. O erro mais comum é cozinhar o alho em fogo alto, pois ele queima rapidamente e seu gosto torna-se amargo. Para dar um sabor mais suave nas preparações que irão ao forno, corte um dente de alho ao meio e esfregue na parte interna da assadeira. 
4. Para não ficar com cheiro de alho: Para evitar que o cheiro de alho fique nas mãos, algumas pessoas esfregam elas no sal, no limão ou na salsa. Dizem que esfregar as mãos nas costas de uma colher de metal também adianta, mas existe um utensílio de metal, á venda em mercados, que promete tirar o cheiro de alho das mãos e parece funcionar. Também, existem sabonetes que ajudam a tirar o cheiro.



Você sabia? 
Existem diferentes tipos de alho e quase todos diferem em relação a tamanho, cor, forma, sabor, número de dentes por bulbo, acidez e capacidade de armazenamento.

domingo, 18 de abril de 2010

A Origem dos Alimentos (Alho)

Como falamos da cebola no post anterior, nada melhor que falarmos de seu companheiro quase inseparável: o alho, uma raiz, cujo bulbo se constitui de vários dentes. Utilizado medicinalmente há mais de 5 mil anos, o alho (nome científico Allium sativum) era o muito usado para combater doenças pulmonares e intestinais pelos gregos, que o chamavam de “rosa de mau cheiro”, devido ao forte odor que exalava, resultado de uma substância chamada alicina, a qual contém enxofre. Existem referências ao alho, nas pirâmides de Gisé, no Egito, onde se acreditava que a ingestão de alho aumentava o rendimento físico e protegia contra as epidemias, por isso, os escravos, durante a construção da pirâmide de Queóps, eram alimentados com esta raiz. No século XIX, Louis Pasteur demonstrou as propriedades anti-sépticas do alho, informação que foi utilizada nas Guerras Mundiais pelos exércitos ingleses, alemães e russos para combater a tuberculose e infecções. Mas o alho ficou famoso mesmo pela sua utilização em quase todas as culinárias do mundo para agregar um agradável sabor e aroma aos alimentos.
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Dicas:
- Para retirar o cheiro do alho das mãos, experimente esfregá-las debaixo da água corrente com uma colher de inox, como se fosse sabonete.
- Quando fritar o alho, tenha cuidado para não queimá-lo, pois o prato ficará com um sabor ácido. - Para eliminar o desagradável hálito provocado pelo alho, masque salsa fresca ou grãos de café.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Origem dos Alimentos (Cebola)

A cebola é sem dúvida nenhuma um dos alimentos mais consumidos do mundo. Quer seja em temperos, onde é utilizada com enorme constância, refogada ou em saladas, a cebola é presença indispensável em quase todas as cozinha do mundo. Sagrada entre os egípcios, cultivada também pelos romanos, presente no cabrito dos Bizantinos, e ingrediente indispensável no pão que servia como base à alimentação dos Assírios, a cebola era consumida em grande quantidade pelos soldados, por ser considerada grande fonte de vigor e coragem. Adquiriu elevado valor comercial que chegou até a servir de moeda de pagamento de rendas na Europa medieval. A cebola (cujo nome científico é Allium cepa) teve sua origem no centro da Ásia, e rumou para o ocidente, atingiu a Pérsia de onde se irradiou para a África e por todo continente europeu. Depois foi trazida para as Américas pelos seus primeiros colonizadores. No Brasil, inicialmente era cultivada apenas nos estados da Região Sul, mas, aos poucos, foi se expandindo e atualmente é cultivada desde o Nordeste até o extremo sul do país.
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As cebolas possuem grande diversidade de tamanhos, cores e paladares, e podem ser encontradas frescas, congeladas, em conserva, enlatadas e até desidratadas. Existem variedades de cebolas fortes, sutis, picantes ou doces. As cebolas brancas têm um sabor menos acentuado e picante que as roxas. A cebola possui em sua composição elementos importantes como: fósforo, ferro, cálcio, vitaminas A e dos complexos B e C.
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Porque provoca choro?
Quando as cebolas são cortadas suas células são quebradas. Essas células possuem duas seções, uma com enzimas chamadas alinases e outra com sulfuretos (sulfóxidos de aminoácidos). As enzimas decompõem os sulfuretos produzindo ácido sulfénico. O ácido sulfénico é instável e decompõe-se em um gás volátil chamado sin-propanetial-S-óxido. O gás dissipa-se pelo ar e eventualmente chega aos olhos, onde vai reagir com a água para formar uma solução muito fraca de ácido sulfúrico. O ácido sulfúrico irrita as terminações nervosas do olho, fazendo-os arder. Em resposta a esta irritação, as glândulas lacrimais entram em ação para diluir e lavar a irritação.
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Dicas: Para evitar aquelas lágrimas desagradáveis ao descascar cebola, mergulhe-a por um minuto em água fervente. Além disso, uma faca bem afiada danifica menos células da cebola, fazendo com que libere menos gás, e conseqüentemente cause menos irritação nos olhos.
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sábado, 6 de março de 2010

A Origem dos Alimentos (Arroz com Feijão)

Você acredita que exista no Brasil um casamento duradouro e perfeito? A resposta é sim. E para confirmá-la experimente sentar à mesa no interior de Goiás ou pedir uma quentinha no centro de São Paulo, e verá que o casamento mais antigo e duradouro realizado no Brasil vai marcar presença, não importando a variação, a combinação ou os métodos de preparo. Esse “casamento” celebra uma poderosa parceria de aminoácidos que começou a ser feita por simples intuição no Brasil a partir do século 16. Como o arroz é um alimento rico em amido, proteínas e vitaminas e o feijão em potássio, sais minerais essenciais, além de ferro, proteínas e também vitaminas, o tradicional arroz com feijão, quando balanceado de forma correta é o prato perfeito para manter um corpo saudável e disposto para um dia de trabalho. A combinação é perfeita, o único aminoácido que não existe no arroz, a lisina, é encontrado no feijão, e a metionina, abundante no arroz, não é encontrada no feijão. Como em qualquer casamento, os parceiros se complementam. Essa mistura potencializa a síntese de proteínas essenciais para a reparação e construção de tecidos e para a produção de hormônios. Ou seja, com o tempo, descobriu-se que havia uma química poderosa nessa união duradoura.
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-Existem muitas variedades de arroz e de feijão. Em virtude disso, é possível fazer diversas combinações. Hoje em dia, é cada vez mais comum a utilização do arroz integral, variedade mais saudável do que o arroz normal. O feijão, normalmente feijão-da-índia, vem sendo substituído por outras variedades de leguminosas, como o feijão-azuqui, grão-de-bico, lentilha e até soja (nestes três últimos casos, o prato deixa de se chamar arroz com feijão e não tem denominação específica).-O ArrozO cereal teria surgido 2.000 a.C. na Indochina, ou em berço africano, no Vale do Níger, por volta de 1.000 a.C. Mas diversos historiadores e cientistas apontam o sudeste da Ásia como o local de origem do arroz. Na Índia, uma das regiões de maior diversidade e onde ocorrem numerosas variedades endêmicas, as províncias de Bengala e Assam, bem como em Mianmar, têm sido referidas como centros de origem dessa espécie. O arrozal aquático foi uma imensa conquista, desenvolvida na China entre o quinto e o primeiro séculos anteriores à era cristã, e que permitiu a ampliação da produção a ponto de transformá-lo na cultura de mais alta rentabilidade por hectare até a época moderna. O cereal foi usado não só para alimentação. As variedades especiais eram usadas como oferendas em cerimônias religiosas na Índia. Mas o árabe foi o grande responsável por sua disseminação pelo mundo. Nas Américas, ele chegou com os espanhóis. Alguns pesquisadores apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal no continente americano. O arroz era o “milho d'água” (abati-uaupé) que os tupis, muito antes de conhecerem os portugueses, já colhiam nos alagados próximos ao litoral.
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O Feijão
A origem do feijão é americana. Há duas hipóteses. Ele teria surgido 7.000 a.C. no México; ou ainda 10.000 a.C. no Peru. Na Grécia e no Egito antigo, o feijão era cultivado como símbolo da vida. Os romanos antigos usavam o feijão nas festas gastronômicas e até mesmo para pagar apostas. As ruínas de Tróia revelam evidências de que o feijão era o prato favorito dos robustos guerreiros troianos. E tudo indica que as guerras foram as principais responsáveis por sua disseminação pelo mundo uma vez que esse alimento fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha. No Brasil, já existia feijão antes da chegada dos portugueses, mas os índios não morriam de amores por essa leguminosa. Os negros escravizados também não. Como os portugueses gostavam mais de favas, supõe-se que foi o brasileiro que se tornou o grande consumidor de feijão. E por um simples motivo: além de nutritivo, o plantio é fácil e rápido.
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Dica: o ideal é combinar três partes de arroz para uma de feijão.

sábado, 30 de janeiro de 2010

A Origem dos Alimentos (Tomate)

Ele é redondinho. Vermelho. Conhecido no mundo inteiro. E está impreterivelmente presente em saladas, sanduíches, massas e no tradicional ketchup. Adivinhe de quem estou falando? TOMATE. Mas afinal, qual a origem do segundo alimento mais consumido do mundo (ele só é superado pela batata)? O tomate, um fruto do tomateiro rico em licopeno e vitamina C, e não um legume como muitos possam pensar, tem suas origens na América Central e do Sul, onde era amplamente cultivado e consumido pelos povos pré-colombianos. A maioria dos botânicos atribui a origem do cultivo e consumo (e mesmo a seleção genética) do tomate como alimento, à civilização Inca do antigo Peru. Outros estudiosos acreditam que o tomate seja originário da região do atual México, não apenas pelo nome pertencer tipicamente à maioria das línguas locais (Náuatles), mas porque as cerâmicas Incas não registraram o uso do tomate nos utensílios domésticos, como era costume. Introduzido na Europa pelos espanhóis que o trouxeram do México em meados do século XVI, o tomate, a princípio era considerado venenoso, por isso era cultivado apenas para fins ornamentais. As primeiras espécies exportadas da América foram logo batizadas de pomodoro pelos italianos pois eram amarelas, parecendo "maçãs douradas". Somente no século XIX é que o fruto passou a ser consumido e cultivado em escala cada vez maior. Na Itália adaptou-se perfeitamente, principalmente na região de Nápoles, por ter solo vulcânico. Depois ele passou a ser cultivado e consumido na França e Espanha.
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Alla bolognesa, à espanhola, à mexicana, à la marselhesa, alla napolitana, alla parmigiana, à la orientale, à la niçoise, à portuguesa e à la provençale são apenas algumas das infinitas receitas que adotaram o fruto como ingrediente. Nos Estados Unidos, o mesmo era tido como veneno e as pessoas morriam de medo dos frutos vermelhos. Foi temido até o ano de 1830, quando um sujeito chamado Robert Johnson subiu nas escadarias da prefeitura de Salem em Nova Jersey e comeu um tomate inteiro, para espanto total da platéia que assistia ao macabro ritual de “suicídio”. O povo permaneceu ali, parado por vários minutos esperando que Johnson morresse com o veneno do tomate, mas como isso não aconteceu, as pessoas perceberam que o tomate era um fruto totalmente sem risco e dali em diante o tomate começou a se popularizar no país. De sua família, também fazem parte as berinjelas, as pimentas e os pimentões, além de algumas espécies não-comestíveis.
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Os tomates podem ser divididos em diversos grupos, de acordo com seu formato e sua finalidade de uso:
• Santa Cruz, tradicional na culinária, utilizado em saladas e molhos e de formato oblongo;
• Caqui, utilizado em saladas e lanches, de formato redondo;
• Saladete, utilizado em saladas, de formato redondo;
• Italiano, utilizado principalmente para molhos, podendo ainda fazer parte de saladas. Seu formato é oblongo, tipicamente alongado;
• Cereja, utilizado como aperitivo, ou ainda em saladas. É um "mini-tomate", com tamanho pequeno, redondo ou oblongo.
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Além de diferirem em seu formato, os tomates também podem ter variações em sua coloração. Apesar de ser bem mais comum encontra-lo na coloração vermelha, atualmente, novos tipos de tomate podem ser encontrados na cor rosada, amarela e laranja. Os dois últimos são mais difíceis de serem encontrados no Brasil.
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Curiosidade: Quando os tomates passaram a ser comestíveis no Velho Mundo, ainda não se sabia o que fazer com eles, uma vez que eram muito ácidos para comer como fruta. Foi então, que um chef de cozinha da corte espanhola, chamado Antonio Latine, resolveu usar o fruto misturando-os com cebolas e óleo de oliva para criar um molho. Estava criado o primeiro molho de tomate e daí em diante a popularização do fruto cresceu exponencialmente. Na Itália, o chef espanhol escreveu entre 1692 e 1694 o livro de cozinha napolitana Lo Scalco Alla Moderna, em que uma das suas receitas recomendava levar ao fogo pedaços de tomate, sem pele e sementes, temperando com salsinha, cebola e alhos picados, salpicados com sal e pimenta, acrescidos de azeite e vinagre, para obter um molho de tomate “de estilo espanhol”
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A Origem dos Alimentos (Panettone)

Nesta época um dos alimentos, que passa praticamente o ano todo desapercebido, se torna uma presença constante nas ceias e mesas de Natal: o delicioso PANETTONE (em português é correto escrever Panetone). Mas afinal, qual a origem deste alimento símbolo do Natal? Existem várias versões sobre a origem desse alimento. Diz a lenda que a primeira cidade a criar o Panettone foi Milão. As primeiras citações ao Panettone surgiram no século XV, no norte da Itália. Teria sido criado pelo mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti, primeiro duque de Milão, que preparou a iguaria para uma festa em 1395. Desde então, este “pão naturalmente fermentado” tem sido sempre associado intimamente com a cidade de Milão, a capital da Lombardia.
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Como a popularidade do pão cresceu, as pessoas começaram a especular sobre a sua origem, o que resultou em inúmeras histórias. A mais popular diz respeito a um nobre jovem milanês, membro da família Atellini, que se apaixonou pela filha de um padeiro chamado Toni. Para impressionar o pai da bela moça, o jovem disfarçou-se de ajudante de padeiro e inventou um maravilhoso pão, de rara delicadeza e tamanho incomum para a época, cujo topo foi moldado em forma de uma cúpula de igreja. Este novo bolo de frutas saborosas semelhante ao pão fez enorme sucesso e passou a ser chamado de magnífico “Pan de Toni”. E assim, o padeiro concedeu a mão de sua filha ao esperto aprendiz. O hábito de consumir Panettone, especialmente nas festas de fim de ano, iniciou-se também em Milão e tomou conta da Itália, dos Alpes no norte à Sicília no sul.
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domingo, 6 de dezembro de 2009

A Origem dos Alimentos (Limão-Siciliano)

Originário do sudeste da Ásia, especialmente Índia e Malásia, o limão-siciliano (Citrus limonum), também conhecido como limão-verdadeiro, é maior e mais alongado do que o tradicional limão com o qual estamos acostumados aqui no Brasil, tem coloração amarela, casca grossa, abundante e levemente rugosa, além de ser menos suculento. Seu cultivo é abundante, basicamente, em áreas de climas mais frios ou subtropicais, motivo pelo qual é bastante produzido e consumido na Europa. Os maiores produtores mundiais de limão-siciliano são: Argentina, Espanha, Estados Unidos e Itália. O Brasil produz e exporta o fruto, mas em quantidade bem menor que esses países. No município de Botucatu, interior de São Paulo, está instalada a Companhia Agrícola Botucatu, uma das maiores propriedades produtoras mundiais dessa variedade de limão.
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Os frutos são destinados ao mercado de fruta fresca, mas grande parte vai para o processamento de suco, extração de óleo e essências contidas na sua casca. O óleo é usado na indústria de refrigerantes, na fabricação de cosméticos, essências aromáticas e na culinária. Além de ser um excelente ingrediente em marinadas, massas e molhos para salada, com seu suco é possível fazer geléias, sorvetes, coquetéis, cremes e recheios. Uma tonelada de frutos pode render 5 quilos de óleo de cor amarela que apresenta inconfundível e agradável aroma de limões frescos. O limão-siciliano é rico em vitaminas A, B1, B2, C e sais minerais (potássio, fósforo, ferro, cálcio, sódio, magnésio, enxofre e cloro). Além disso, os frutos, as folhas e outras partes da planta são indicados na medicina natural. Aqui no Brasil, pratos que contenham o limão-siciliano como ingrediente ganham cada vez mais espaço na culinária e também nos paladares mais exigentes. No próximo post darei uma deliciosa receita onde o limão-siciliano provoca uma sensação agradável no paladar.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A origem dos Alimentos (Mandioquinha)

A mandioquinha (Arracacia xanthorrhiza Bancroft) é uma raiz tuberosa da família das umbelíferas. Também conhecida como mandioquinha-salsa, batata-baroa, batata-salsa, batata-baronesa, cenoura-amarela e cerofolho, é de origem andina e chegou ao Brasil através da Colômbia em 1907, por ocasião da visita do Ministro da Agricultura daquele país, que doou pequenas mudas à Sociedade Brasileira de Agricultura. As raízes são a parte comercial, destinadas à alimentação humana, usadas para o preparo de sopas, pães, bolinhos, suflês, purês, nhoque, etc. As folhas também podem ser utilizadas para fazer saladas e na alimentação de animais, especialmente coelhos e bovinos. O Centro-Sul é o local de maior concentração do cultivo, onde ocorrem condições climáticas semelhantes ao seu local de origem, principalmente nas áreas de altitude elevada e clima mais ameno de Minas Gerais. Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e São Paulo.
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A mandioquinha faz parte do importante grupo de alimentos considerados energéticos, ou seja, alimentos ricos em carboidratos. Também é excelente fonte de minerais, tais como cálcio, fósforo, potássio (importante na contração do músculo do coração, para transmissão nervosa e na tonicidade muscular), ferro, e de vitaminas A, C, do complexo B e Niacina. Para suprir as necessidades diárias de minerais em crianças, doentes e idosos, 100 gramas de mandioquinha são suficientes. Do ponto de vista terapêutico é tida como um bom diurético e de fácil digestão, sendo recomendada para a alimentação infantil, de pessoas idosas e convalescentes.
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Dica: Preferencialmente a mandioquinha nunca deve ser descascada antes de ir ao fogo, pois é junto à casca que estão seus nutrientes. O que você deve fazer é raspá-la com uma faca afiada, como é feito com a cenoura.
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

A origem dos alimentos (Mandioca)

Na região do Nordeste, ela é conhecida como macaxeira. No sul, como aipim. Mas tem ainda muitos outros nomes: pão-de-pobre, maniva, maniveira, macamba, uaipi, pau de farinha. Estou falando da nossa tradicional mandioca, palavra de origem tupi que batiza essa delícia, campeã da preferência nacional, da qual o Brasil, orgulhosamente, é o maior produtor do mundo. A mandioca, nome pelo qual é conhecida a espécie comestível e mais largamente difundida do gênero Manihot, composto por diversas variedades de raízes comestíveis, foi cultivada por várias nações indígenas da América Latina que consumiam suas raízes, tendo sido exportada, levada pelos colonizadores ibéricos, principalmente para a África, onde constitui, em muitos casos, a base da dieta alimentar. O nome dado ao arbusto da Manihot é maniva. Trata-se de um arbusto que teria tido sua origem mais remota no oeste do Brasil (sudoeste da Amazônia) e que, antes da chegada dos europeus à América, já estaria disseminado, como cultivo alimentar, até à Mesoamérica (Guatemala, México).
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Existem diversas variedades da planta, que se dividem em mandioca-doce e mandioca-brava (ou mandioca-amarga), de acordo com a presença de ácido cianídrico (que é venenoso se não for destruído pelo calor do cozimento ou do sol). As variações não se restringem apenas a quantidade de ácido cianídrico. Variam também as cores das partes de folhas, caules e raíz, bem como sua forma. No Brasil, a mandioca é consumida na forma de farinhas, da qual se faz a farinha de mandioca e tapioca ou, em pedaços cozidos ou fritos. Dela também se faz outra farinha: o polvilho (fécula de mandioca), doce ou azedo, que serve para a preparação de diversas comidas típicas como, o pão de queijo. Está muito presente também no preparo de receitas típicas da Amazônia como o tacacá, o molho tucupí e com suas folhas cozidas prepara-se a maniçoba. Dela também são feitas bebidas como o cauim (indígena) produzido através de fermentação. Por meio de um processo de destilação é produzida uma cachaça ou aguardente de mandioca conhecida como tiquira, comum no Estado do Maranhão, mas pouco conhecida no restante do Brasil.
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Mas esta raiz que se transforma em pratos saborosos é deficitária quando o assunto é nutrição: é pobre em proteínas e vitaminas. Agora, duas novas variedades prometem corrigir isso: a super mandioca e a espécie conhecida como mandioca amarela. As pesquisas que resultaram na produção da super mandioca e na descoberta da mandioca amarela foram desenvolvidas na Estação Experimental de Biologia da Universidade de Brasília.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ervas: muito além da salsinha...

Como ultimamente muitas pessoas tem inúmeras dúvidas sobre ervas, e a grande maioria utiliza somente a salsinha e o orégano seco na pizza, resolvemos escrever um mini-guia “básico” (afinal existem provavelmente de 200 a 300 tipos de ervas culinárias cultivadas ao redor do mundo).
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ALECRIM (rosmarinus officinalis)
É um semi-arbusto com perfume característico, sabor fresco e doce. Ele prefere locais secos com bastante sol. Uso culinário: é muito bom para temperar carnes em geral, principalmente de porco, frango e carneiro. Fica ótimo também com legumes, omeletes, massa de pães e excelente para condimentar azeites e vinagres.
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CEBOLINHA (allium tuberosum )
Erva nativa da Sibéria. Em alguns lugares também é chamada de “cebola Welsh”, cebola oriental ou alho poró japonês. Erva de talos finos e sabor delicado semelhante ao da cebola. Geralmente é comprada fresca, ainda que seja possível encontrá-la seca. Uso Culinário: Fica muito bom com ovos, saladas, frutos do mar, cream cheese, sopas e molhos. Os talos, cortados ou inteiros, podem ser usados como ingrediente para temperar ou decorar pratos. É recomendável adicioná-la ao prato um pouco antes deste ser servido porque seu sabor diminui depois de cozida.
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COENTRO (coriandrum sativum)
O coentro tem as folhas muito parecidas com as da salsinha, mas o sabor é completamente diferente, mais forte e acentuado. Uso culinário: é muito apreciado no Norte e Nordeste, e muito utilizado com peixes, frutos do mar, aves, saladas e caldeiradas. É também muito utilizado na culinária do Sudeste Asiático (tailandesa, viatinamita, etc.) e na cozinha mexicana. As sementes são utilizadas em massas de pães e carnes assadas.
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ENDRO (anethum graveolens)
Erva de ramos longos parecidos com pequenos galhos de samambaia. Tem sabor e aroma que lembram ligeiramente o anis. Pode ser comprada fresca ou seca. Se a erva estiver fresca, é usada como tempero. Seus ramos, inteiros ou cortados, devem ser acrescentados ao prato um pouco antes deste ser servido. Se a erva estiver seca, é recomendável usar apenas um terço da quantidade que seria usada do aneto fresco. Uso Culinário: Queijos leves, omeletes, frutos do mar, peixes, sopas frias, saladas (especialmente de batata) e vitela.
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ESTRAGÃO (artemisia dracunculus)
É originário da Rússia e da Ásia, mas foi a França que difundiu sua fama pelo mundo, chegando a ser considerado como o “pai de todas as ervas” por suas qualidades aromáticas. Possui ação digestiva. Em alguns países, é também conhecida como “erva de dragões” (isto se deve ao fato de suas raízes se parecerem com serpentes). Uso culinário: Ótimo em saladas, refogados de legumes e sopas. Combina também com ovos cozidos e omeletes. É um condimento também muito utilizado para aromatizar vinagres, picles, mostardas e molhos. Usar com cuidado pois mascara os outros ingredientes.
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HORTELÃ (mentha sativa)
Com sabor inconfundível (mentolado e refrescante), cresce em ambientes ensolarados e suas folhas são de um verde intenso. Uso culinário: ideal para temperar saladas, carnes de peixe e carneiro, aromatizar sucos e sobremesas (a hortelã fresca fica deliciosa quando misturada a saladas de frutas). É presença constante na culinária árabe para temperar tabules, quibes e charutos de folha de uva. Chás, assados e grelhados combinam bem com esta erva. Não é recomendável cozinhar as folhas porque seu sabor diminui significativamente.
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LOURO (laurus nobilis)
Árvore aromática, de até 10 metros de altura, que gosta de sol em locais frios e meia sombra em regiões quentes. As folhas são muito usadas para marinar alimentos. Quando cozido, o aroma do louro fica mais acentuado e dá mais sabor aos alimentos. Uso culinário: Deve ser utilizado em pequenas quantidades em molhos, sopas, feijão, marinados, caldos, recheios, pois seu sabor é forte. Eu aconselho retirar a folha antes de servir, pois pode amargar a comida.
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MANJERICÃO (ocimum basilicum)
Conhecido também como basílico, o manjericão pode atingir de 40 a 60 centímetros de altura. As folhas podem ser verdes ou roxas, de tamanhos variados. Gosta de clima quente ou ameno. Uso culinário: ideal para saladas, massas, peixes, carnes, arroz e misturado com outras ervas (salsa, alecrim, orégano, tomilho e sálvia). Combina muito bem com molho de tomate, sendo indispensável para o preparo do tradicional “molho pesto”. Amplamente utilizado na cozinha italiana.
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MANJERONA (origanum majorana)
Suas folhas são pequenas, ovais e de coloração verde-acinzentada. O odor é penetrante, com sabor quente e levemente picante. Uso culinário: combina com carnes vermelhas, aves, legumes, queijo, peixes, sopas, guisados e saladas, e ainda por cima fica ótimo em molho de tomate. A manjerona não deve passar por um cozimento prolongado, porque isso anula o sabor.
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ORÉGANO (origanum vulgaris)
Originário do Mediterrâneo, gosta de sol e solo arenoso. Muito usado na cozinha grega e no sul da Itália. Uso culinário: suas folhas de sabor forte combinam bem com molhos a base de tomate. Ideal para pizzas, peixes, carnes (especialmente grelhadas), saladas (com óleo e vinagre) e pratos à parmegiana.
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SÁLVIA (salvia officinalis)
Com folhas alongadas e meio cinzas, atinge 40 centímetros de altura e possui textura aveludada. É uma erva de aroma seco e sabor intenso. Tradicionalmente tem sido usada para aromatizar azeites de cozinha. Uso culinário: combina muito bem com peixes, carnes (porco, boi, carneiro, cabrito e até ganso), queijos, massas e cozidos. Procure não misturar com outras ervas, pois ela perde o seu aroma.
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SALSA (petroselinum crispum)
Também conhecida como salsinha, é uma planta originária da Europa que alcança entre 15 e 45 cm de altura, tem folhas bipartidas ou crespas, sendo sempre muito aromática. No preparo de alimentos, dois tipos são usados: a salsinha italiana, de folhas crespas, e a salsinha de folhas lisas e de um verde intenso. Ambas tem um aroma forte e geralmente são usadas frescas, ainda que possam ser encontradas desidratadas. De sabor doce e leve, é muito utilizada na culinária brasileira. Uso culinário: combina com praticamente tudo, pois seu sabor é leve. Largamente utilizada para preparar massas, sopas, saladas verdes, arroz, molhos (vinagrete), omeletes e carnes. Coloque a salsa pouco antes de terminar o cozimento, pois ela cozida tem sabor amargo. É uma erva que toda cozinha que se preze deveria ter.
-SEGURELHA (satureja montana)
Não é muito conhecida no Brasil. É excelente para estimular a digestão. Uso culinário: ideal para acompanhar o feijão, dando sabor a legumes, carnes, peixes, fígado e sopas. É parte essencial dos famosos Fines Herbes e Herbes de Provence (temperos franceses com várias ervas). Muito utilizado para o preparo de trutas.
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TOMILHO (thymus vulgaris)
De sabor acentuado e picante, esta erva dá frescor aos pratos e suas pequenas folhas podem ser utilizadas tanto secas, frescas ou em pó. O pequeno arbusto do tomilho atinge de 10 a 30 centímetros de altura, com ramos aveludados e folhas pequenas. Cresce em campos selvagens no calor e em solos áridos e inclinados, típicos das suas regiões nativas, onde é infinitamente mais perfumado e saboroso do que quando plantado em regiões de clima mais frio. Uso culinário: pode ser utilizado para preparar peixes, carnes, guisados, sopas, patês, vegetais assados, molhos de tomate e queijos. Ao contrário da maioria das outras ervas, o tomilho aceita longos e lentos cozimentos sem amargar o sabor.
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BOUQUET GARNISão ervas aromáticas amarradas por um barbante e geralmente colocadas para dar sabor a caldos, sopas e ensopados. É importante retirar no final da preparação. O bouquet clássico é composto de tomilho, salsinha e louro. As variações e o acréscimo de outras ervas fica a critério do gosto e da preparação de cada um.-A maneira mais fácil e prazerosa de cultivar uma hortinha em sua casa é ter um canteiro de ervas. Elas são uma excelente companhia na cozinha para quem gosta de experimentar sabores, realçar aromas e incrementar visualmente pratos.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A origem dos alimentos (Macarrão)

Resolvemos tratar de um dos alimentos mais populares do mundo: o eclético, versátil e universal macarrão, totalmente incorporado ao hábito alimentar de milhares de pessoas no mundo. Neste capítulo vamos trazer um pouco da origem e dos tipos deste alimento tão apreciado por povos de várias nacionalidades.
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A ORIGEM
Sabe-se que o macarrão começou a ser preparado logo que o homem descobriu que podia moer alguns cereais, misturar com água e obter uma pasta cozida ou assada. É difícil dizer com exatidão onde e quando isso aconteceu. Muitos foram os momentos em que o macarrão esteve presente na alimentação humana, e até os historiadores têm opiniões divergentes entre si. A história do macarrão se confunde com alguns fatos históricos que nos mostram a trajetória deste apreciado produto ao longo dos séculos. Textos de civilizações antigas relatam que os assírios e babilônios, por volta de 2.500 a.C., já conheciam um produto cozido à base de cereais e água. A primeira referência, e mais próxima ao Ocidente, do macarrão cozido está no Talmude de Jerusalém, livro que traz as leis judaicas do Século V a.C., onde é relatado que os antigos hebreus comiam uma espécie de massa chata em cerimônias religiosas. Em Roma, no Século VII a.C., comia-se uma papa de farinha cozida em água, chamada de pultes. Com legumes e carne era chamada de puls púnica. Com queijo fresco e mel, puls Julia. O macarrão teria chegado a Veneza em 1295 pelas mãos de Marco Polo, que acabara de voltar da China, onde passou 17 anos. Na sua bagagem, entre outras novidades, veio a receita de um prato feito com uma farinha extraída de arbusto de sagu que, depois de cozida, era cortada e seca.
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Entretanto, na própria Itália, em 1279, já havia sido registrado um nome associado às massas. Em um inventário de um soldado genovês chamado Ponzio Bastione, este deixava para família uma “cesta de massas”, utilizando a palavra “macaronis” para descrever o item. A palavra seria derivada do verbo maccari, de um antigo dialeto da Sicília, que significa achatar, e, que por sua vez, vem do grego makar, que quer dizer sagrado. O termo macarrão foi usado na Idade Média para indicar vários tipos de massas. A versão mais aceita pelos historiadores faz referência aos árabes como os pais do macarrão, levando-o à Sicilia no Século IX, quando conquistaram a maior ilha italiana. Os árabes chamavam o macarrão de itrjia. Era uma massa seca para melhor conservação nas longas travessias pelo deserto. Nesta época, a Sicília tornou-se o centro mais importante do comércio e exportação de macarrão. Apesar das confusões e divergências, uma coisa é certa: a partir do Século XIII, os italianos foram os maiores difusores e consumidores do macarrão por todo o mundo. Tanto é que inventaram mais de 500 variedades de tipos e formatos. Nesta época os italianos incorporaram ao macarrão um ingrediente nobre: a farinha de grano duro, que permite o cozimento correto, além de propiciar uma mastigação ideal. O macarrão chegou no Brasil no final do século XIX, trazido pelas primeiras famílias de imigrantes italianos.
-A palavra “Macarrão” vem do grego “Makària”, que data de 25 séculos atrás e significa caldo de carne enriquecido por pelotinhas de farinha de trigo e por cereais. A palavra “pasta” (massa para os italianos e a mais utilizada em vários países para se referir ao macarrão) vem do grego “Pastillos”. O termo é citado em seus textos pelo poeta Horácio, especialista em versos culinários. Finalmente, os latinos da época de Cristo já se deliciavam com um prato batizado de “macco”, um caldo de favas e massas de trigo e água.
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O CASAMENTO COM O TOMATE
Entre as variedades ricas dos gêneros alimentícios que deviam se transformar em alimentos energéticos no velho mundo coube ao tomate, a primazia. O encontro do tomate com a pasta em forma de molho alterou a história do macarrão para sempre. A primeira receita de molho de tomates com pasta não foi escrita até 1839, quando Ippolito Cavalcanti, duque de Buonvicino, ofereceu uma receita para “vermicelli co le pommodor”. Trinta anos mais tarde, o “la Cuciniera Genovese” ofereceu receitas para purês, sopas, molhos diversos para carnes, galinha, vitela e pasta. Afinal, os tomates tinham chegado. Até o advento do molho de tomate, a pasta seca era consumida com os dedos. Muitos acreditam que o molho exigiu o uso de uma forquilha, uma espécie de garfo, que revolucionou a forma de comer do homem comum.
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A variedade de massas disponíveis no mercado é enorme, pois na sua manufatura são considerados os tipos e os formatos. Abaixo apresento alguns dos tipos e os principais formatos encontrados no mercado.TIPOSMassa comum: Elaborada na forma mais elementar, ou seja, farinha de trigo e água, resultando num produto de preço mais acessível.
Massa de sêmola: Elaborada com uma farinha de trigo mais nobre, hoje denominada de farinha de trigo Tipo 1 (mais macio), resultando portanto em um produto mais claro.
Massa com ovos: Elaborada com a adição de três ovos por quilo de farinha.
Massa grano duro: Chamada assim porque é elaborada a partir de um trigo especial chamado trigo durum (com o qual se fabricam os macarrões italianos). Essa massa fica naturalmente al dente, ou seja, soltinho, porém consistente e ideal para a boa mastigação.
Massa integral: Elaborada com farinha de trigo integral, contém mais fibra em sua composição. Ideal para pessoas que necessitam de dietas especiais e acompanhamento de nutricionistas.
Massa com vegetais: Massas coloridas nas quais são acrescentados vegetais como beterraba, espinafre, cenoura, etc.
Massa caseira (pode ser encontrada com ou sem ovos): Elaborada de forma artesanal por meio da qual a massa é laminada, apresentando maior porosidade e absorção do molho.
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FORMATOS
Há uma grande variedade de formatos e aplicações do macarrão. É lógico que existem indicações específicas para cada tipo de prato, porém o gosto de cada um deve prevalecer sobre as normas técnicas, afinal de contas a culinária é um eterno exercício de se encontrar o melhor sabor, aliado à melhor apresentação.
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Massas indicadas para sopas:
Argolinha (Anelli)
Ave Maria (Avemarie)
Caracol mini (Caracolino)
Conchinha (Concha mini/Conchigliette)
Corneto mini (Coquillettes)
Estrelinhas (Stelletinne)
Fideli (Curva/ Sopinha)
Letrinhas (Alfabeto)
Pai Nosso (Padre Nosso / Paternoster)

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Massas curtas:
Caramujo (Caracol)
Concha média (Conchiglia)
Concha grande (Conchiglione)
Espiral (Serpentini)
Gravata (Farfalle)
Gravata com vegetais (Farfalle Tricolore)
Fusilli (Parafuso com duas estrias)
Fusilli mini (Parafuso mini)
Fusilli com vegetais (Tricolore)
Nhoque (Gnocchi)
Parafuso com três estrias (padrão italiano)
Penne
Penne mini
Penne com vegetais
Rigatoni
Rigatoni mini
Torssaidi
Tortiglione
Tubete (Tubetti)
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Massas longas:
Bavette
Cabelo de Anjo (Aletria/Capelli d'angelo)
Espaguete nº10 (Spaghetti 10)
Espaguete nº9 (Spaghetti 9)
Espaguete nº8 (Spaghetti 8)
Espaguete nº3 com furo (Bucatini/Furadinho)
Fettuccine
Fidelini
Linguine (Bavette fino)
Ninho largo (Nidi 3)
Ninho (Nidi 2)
Ninho estreito (Nidi 1)
Pappardelle
Talharim (Tagliarini)
Talharim largo (Tagliatelle)

-Massas de outros formatos (inclusive frescas e instantâneo):
Agnolotti (massa fresca)
Canelone (Cannelloni)
Cappeletti
Lasanha (Lasagna)
Lasanha de massa caseira
Macarrão Instantâneo
Nhoque (massa fresca)
Raviole (massa fresca)
Ravioloni (massa fresca)
Rondelli (massa fresca)
Talharim (massa fresca)
Tortelone (massa fresca)
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Algumas dicas: Os formatos Gravatinha, parafuso e conchinha ficam bons com molhos de carne e de vegetais ou como salada (principalmente com molho de iogurte); já o Talharim é ideal para molhos mais concentrados como Alfredo ou bolonhesa; e o famoso Espaguete é perfeito para molhos líquidos (que envolver bem os fios) como de tomate, alho e óleo, molho de carne e shoyu com vegetais.
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CURIOSIDADES
A massa, considerada o avô do espaguete apareceu pela primeira vez na Itália, no século XIII, trazida pelos árabes. Eram compridos tubos ocos de massa leve, que secavam enrolados em fios de palha. No século XVIII o espaguete já era tão popular em toda a Europa que os aristocratas ingleses eram capazes de viajar até Nápoles só para se refestelar com a massa, servida em populares barracas no meio da rua. O nome espaguete significa barbante. É um aportuguesamento de spaghetti, que em italiano é o diminuitivo de spago, corda.
-Fonte: Abima - Ass. Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias.-
No próximo post dicas e duas receitas práticas e legais.-

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A origem dos alimentos (Batata)

Esta nova coluna irá tratar das origens de muitos alimentos que possuem presença constante em pratos, cozinhas, geladeiras e prateleiras de armários pelo mundo afora. Para começar, vou tratar da história de um ingrediente consumido em qualquer parte do mundo por sua versatilidade: a BATATA. Quer seja frita, crua na salada, em forma de purê, ao forno, gratinada, ela é presença certa em todas as culinárias do mundo. Mas de onde vem a batata?
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Para contar sua origem é preciso voltar no tempo...
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Quando os conquistadores espanhóis invadiram o Império Inca em busca de riquezas, no final do século XVI, jamais poderiam imaginar que levariam para a Europa e conseqüentemente para o resto do mundo um bem muito mais precioso: a batata andina. Ela foi disseminada pelos navegadores espanhóis e ingleses para suas colônias – daí a origem da denominação de “batata inglesa”. Entretanto, foram os Incas e outros povos indígenas que, durante oito milênios, desenvolveram a bataticultura, utilizando espécies andinas. Técnicas eficientes deprodução tornaram a batata o principal produto agrícola, bem como a base da alimentação na Civilização Inca. Assim, foram selecionados tipos variados para os diversos usos na alimentação, alguns ainda hoje encontrados em países andinos. Os espanhóis levaram para a Espanha, em 1570, uma única espécie: Solanum tuberosum ssp. Andigena (originária da região próxima ao equador terrestre, nas proximidades do lago Titicaca, próximo à fronteira entre Peru e Bolívia); há relatos de uma segunda introdução, em 1590, na Inglaterra. Contudo, somente cerca de 200 anos depois, a batata tornou-se um alimento básico na Europa, sendo, a partir de então, introduzida em todos os continentes. Para europeus, norte-americanos e latino-americanos, exceto os brasileiros, a batata constitui a base da dieta alimentar diária; em outros países, como no Brasil, é utilizada em menor escala, como hortaliça.
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Em 2005, para confirmar tudo isso, cientistas americanos, liderados por David Spooner, da Universidade de Wisconsin-Madison, afirmaram, depois de pesquisas e estudos patrocinados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que toda a batata cultivada remonta a uma única origem, no sul do Peru, há mais de 7.000 anos. Eles chegaram a esta conclusão depois de analisarem o DNA de 359 variedades de batatas, 261 selvagens e 98 cultivadas.
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A origem do nome: A palavra “batata” veio de uma língua chamada Taino, que era falada por alguns índios das Antilhas. Os Incas chamavam a batata de “papa”, que passou para o espanhol. Além de papa, o espanhol tem também a palavra “patata”, cruzamento de “papa” com “batata”. Na Inglaterra, “patata” virou “potato”, que é batata em inglês. A batata também já foi chamada, no Brasil, de “batata-inglesa”, na época em que a Inglaterra vendia batatas para nós brasileiros.
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Curiosidades: A popular batata-frita não é coisa de americano e sim de belga. Segundo pesquisas, ela surgiu em 1859 na cidade de Namur na Bélgica. Os belgas são tão orgulhosos de sua criação que, em 2008, a cidade de Bruges inaugurou o Frietmuseum, um museu todo dedicado à contar a história dessa irresistível preferência nacional. Na forma de palitos são conhecidas como french fries (fritas francesas).
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Uma dica legal: Em pleno inverno, o Shimo, primeiro restaurante a servir a culinária Nipo Peruana em São Paulo, oferece pratos que harmonizam perfeitamente com a estação mais fria do ano. Fora do convencional, o Shimo reúne gastronomia criativa e decoração inusitada. Além dos tradicionais pratos japoneses, inclui iguarias peruanas, como o Tiraditos e Ceviches. Com projeto de design feito por Marcelo Rosenbaum, o restaurante possui três ambientes: uma passarela na entrada que leva ao sushi bar. No subsolo encontra-se o bar onde são servidos drinques especiais e, no piso superior, um grande salão com varanda que é utilizado para eventos fechados. O Shimo é show, vale a pena conferir. Endereço: Rua Jerônimo da Veiga, 74, Itaim Bibi. Tel: (11) 3167 2222.
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